sábado, 12 de maio de 2012

Flamengo tenta unir talento e profissionalismo


A uma semana de entrar na última competição do mandato da presidente Patrícia Amorim, o Flamengo apresentou ontem sua nova tentativa de dar um rumo vitorioso e organizado ao seu futebol. Ex-jogador de identificação com o clube e ainda novato em funções diretivas, Zinho, novo diretor de futebol do clube, representa a escolha por mais um modelo diferente de se gerir o carro-chefe do Flamengo.

Por motivos e circunstâncias diferentes, com maiores ou menores doses de sucesso, todas as tentativas anteriores fracassaram, de maneira geral. Desde o início de 2010, quando optou por manter o comando do futebol a cargo de um dirigente formado no clube (Marcos Braz) que vinha do título brasileiro de 2009, o Flamengo, como num método de tentativa e erro, vem tentando encontrar um jeito de voltar aos títulos. Houve o desgaste com o ídolo maior, Zico, em tentativa frustrada, a opção por um ex-presidente voltando como executivo (Luiz Augusto Veloso), aliado a um técnico com mais poderes (Vanderlei Luxemburgo), e nos últimos meses, o clube chegou a flertar com dirigentes veteranos, mas deu a chance a Zinho.

— Disseram que eu estava maluco de aceitar o convite. Não estou maluco, é o Flamengo. Um dos maiores clubes do mundo. Escutei coisas ruins, problemas, e coisas boas. Vim para dar condições de cada jogador render o seu melhor. Aqui no CT, com os atletas, é minha função. A Patrícia tem de ficar na Gávea vendo coisas maiores do clube, patrocínios, etc.. — disse Zinho na primeira entrevista no Ninho do Urubu.

A lista de títulos conquistados por Zinho como jogador é tão impressionante que não faria feio se fosse a relação de taças de qualquer grande clube do futebol brasileiro: uma Copa Libertadores, uma Copa Mercosul, cinco Campeonatos Brasileiros, quatro Copas do Brasil, três Cariocas, dois Paulistas, um Gaúcho, um Mineiro, um Rio-São Paulo, além, é claro, da Copa do Mundo de 1994. Ao apresentar este currículo, ele deu o tom que deve marcar seu trabalho. E mostrou-se afinado com o discurso da diretoria de trazer disciplina e organização ao futebol do Flamengo.

— Ouvi uma frase estes dias de um jornalista e concordo: o Zinho foi bom jogador, não um craque, mas ganhou tudo aquilo pelo seu profissionalismo. É por aí. E assim vou trabalhar. Cada um tem sua função. Desde a diretoria. A minha, é o futebol. Não é quartel, não tem cartilha do Zinho, é no diálogo. Mas existem as regras do futebol, e vou trabalhar com profissionalismo. É assim que eu sou, não implorei para estar aqui, fui convidado. E assim será. Espero não ter problemas de disciplina — afirmou, num discurso firme mas sem nunca alterar o tom tranquilo.

Ex-companheiro de seis jogadores do elenco (Léo Moura, Maldonado, Renato, Deivid, Love e Ronaldinho), Zinho confirmou que Ibson e Cáceres estão fechados com o Flamengo e chegam em breve, afirmou ser precipitado falar agora sobre volta de Adriano e elogiou Ronaldinho Gaúcho.

— Conheci ele com 19 anos, no Grêmio. Sempre nos demos bem. Tem 32 anos, e muita coisa a render ainda. Quero ele junto comigo — completou.

Twitter: @igor_kaique_Fla

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